Leitor
- O lançamento deste pequeno livro, é uma
seqüência do caderno “BAIXA GRANDE cidade
que caminha” onde procurei oferecer aos meus
conterrâneos, um pouco mais de aprimoramento,
reunindo em torno do assunto um complexo que
agradasse a mim mesmo.
Introduzi pequenas modificações dentro do seu
histórico sem nenhuma alteração a sua
realidade, para chegar a uma melhor
compreensão. Tarefa esta que mi impuz com
carinho e alegria.
Tenho esperança de que os meus patrícios
proporcionem-me a confortadora satisfação e a
minha tentativa não se tornou inútil.
Ao meu esposo, meus oito (8) filhos,
genros, noras e no momento os vintes (20)
netinhos, carinhosamente dedico , os meus
pensamentos aqui transcritos.
Issa.
Feira de Santana, dezembro de 1977
Baixa Grande
- A você BAIXA GRANDE , cidade adulta e secular
reacende a esperança de um futuro melhor, sem
retroceder do seu impulso de prosperidade e paz
na pessoa dos seus dirigentes e sob as benção
auspiciosas de sua padroeira – NOSSA SENHORA
DA CIONCEIÇÃO.
O desenvolvimento de uma cidade, deve-se
aos seus dirigentes e a cooperação mútua dos
seus habitantes.
O trabalho o tirocínio administrativo, a
economia, a instrução, a união e a religião,
são agentes impulsores do progresso de uma
cidade.
A fraternidade o amor ao próximo são
sentimentos básicos da personalidade o amor ao
próximo são sentimentos básicos da
personalidade de um homem.
Issa.
Histórico
- O HISTÓRICO completo da cidade de
Baixa Grande, não foi encontrado em Cartório e
Prefeitura.
O que descrevo, pesquisei no caderno “BAIXA
GRANDE Comunidade que caminha” e me foi
fornecido pelo primo Dídimo Ribeiro Soares de
76 anos de idade, um dos últimos ramos da
árvore genealógica da família Ribeiro Soares.
Nasceu ele, na fazenda Brejo, propriedade
de sues pais Joviniano Ribeiro Soares e sua
progenitora Ana Borges Novais Soares.
Com a morte do avô paterno, João Ribeiro
Soares, coube por herança, aos pais de Dídimo,
uma parte da fazenda FACEIRA hoje URUCAINA,
passado eles a residirem lá.
Falecendo a mãe do Dídimo e ele ficando
criancinha os tios Dr. Ângelo Soares e sua
esposa Balbina (Iaia) assim todos a chama
tamaram-no para criar.
Com idade de 2 (dois) anos morre sua tia
criadora. Dídimo passa para o poder dos primos
e padrinhos, Dr. César Ribeiro Soares e Alice
Pamponet Soares.
Dídimo estudou 5 (cinco) anos na cidade
de Rui Barbosa, 12 anos em Salvador. Lecionou em
escolas públicas e particulares 28 anos.
Exerceu o cargo de Secretário da Prefeitura de
Baixa Grande 22 anos. Atualmente, está
aposentado e reside em Baixa Grande.
Apesar de não lhe ser conferido um
Diploma superior, tem boa ortografia, é muito
inteligente, possui excelente memória.
Obrigado Dídimo, pela sua cooperação
neste relatório e permita-me que lhe dê mais
uns retoques completando-lhe a narração.
Diz a Dídino: que os seus padrinhos e
criadores, Dr. César Ribeiro Soares e D. Alice
Pamponet Soares, residentes e proprietários da
Fazenda CAIS neste município, sua tia Julia
Ribeiro Soares Souza Santos, e Cel. João
Batista Ribeiro Pamponet. Ex-dono da fazenda
GRANDE VISTA; sua tia Sinhá e a prima Palmira
contava-lhe o seguinte:
“Um senhor bem jovem de nome José
Ribeiro Soares, veio do Estado do PIAUI, para
Camisão (hoje Ipirá) em 1815 com 25 anos de
idade.
Comprou no município de camisão a
fazenda Muquê, consertou toda a casa.
Em 1816 contraiu matrimônio com a
senhorita Ana Souza Santos, natural da cidade de
São Gonçalo dos Campos. Deste consórcio
vieram-lhe 10 filhos.
Tempo depois, ele comprou a fazenda
Camiciatá, onde ia todas as manhãs, a cavalo e
regressava à noitinha. E, sua campainha ia
sempre, uma cachorrinha de estima, muito
afeiçoada ao seu dono que o acompanhavam todas
as suas idas à fazenda.
Certo dia anoiteceu – nada do Sr. José
Ribeiro Soares regressar à resid~encia. Os
familiares estavam preocupados. De repente,
surge a cachorrinha, cansada, um pouco tímida a
rodear o pessoal da casa. Esta atitude do
animalzinho, despertou a atenção de D. Ana a
esposa do José Ribeiro Soares que,
imediatamente, chamou um de seus escravos e
ordenou-lhe, ir rápido à fazenda Camuciatá,
para localizar seu esposo.
Partindo a galope de animal, qual não foi
sua triste surpresa em encontrar o patrão morto
na estrada no dia 15 de setembro de 1828.
Ele foi sepultado no cemitério de
Camisão.
Este desenlace causou grande
consternação na família e a todos que o
estimavam.
Depois de alguns anos, sua esposa D. Ana,
veio, a saber, que o assassino do esposo, havia
sido um tal José Gouveia, do Estado do Piauí,
e que se mudado para Feira de Santana.
Há suposição de que eles havia rixas
velhas. O José Ribeiro Soares, quando morreu
deixou a ultima filhinha com e meses de idade, e
o filho mais velho era Manuel Ribeiro Soares,
que mais tarde, o fundador de BAIXA GRANDE. Este
sabendo que o matador de seu pai já estava
residindo em Feira de Santana, veio a Feira,
trazendo um de seus escravos o Guilherme. Depois
de localizar o criminoso José Gouveia, mandou o
escravo Guilherme, vingar a morte de seu pai.
O Manuel Ribeiro Soares dizia sempre que
nunca esqueceria nem se conformava de ter
perdido o bom pai tão tragicamente. A mãe, Ana
Souza Santos, era uma pessoa excelente,
religiosa, caridoso, querida por todos.
Quando os filhos, revoltados, falavam em
descobrir o paradeiro do assassino do pai, para
tirar vingança, ela suplicava, dizendo-lhes que
não fizessem isto nunca, que não queria ter um
filho criminoso nem vingativo, que era um enorme
pecado, que não pensassem coisas ruins,
entregassem a DEUS que deus um dia faria a
divina justiça.
Esse crime ficou em sigilo. Ela morreu sem
saber que seu filho havia vingado a morte do
pai.
Chegada dos
moços Pamponet
- Certo dia chegaram da França, expulsos pela
nobreza francesa, na época de Luiz XV, dois
irmãos, Manuel Teodoro Pamponet que era
farmacêutico e bem rico montou uma drogaria com
o nome “DROGARIA PAMPONET” na cidade de S.
Felix.
Seu irmão Antônio Pamponet que dizia
sofrer de fluxo – alergia – não podia
entrar na Drogaria que se sentia doente.
Resolveu vir para Camisão e comprou perto daqui
a fazenda Tingui, reformando totalmente.
Esta fazenda mais tarde pertenceu aos seu
filho Cel. João Batista Pamponet. Pai de D.
Alice esposa do Dr. César. Passando a cavalo
pela fazenda Cais, o Antônio Francisco Pamponet
sentiu sede e pediu água para beber, saíram as
moças. A velha mãe Ana Souza era muito educada
e democrata. Ele olhou para as moças e falou:
“Nem em Paris vi moças tão
bonitas!!...”
Pouco tempo depois mandou pedir em
casamento a mocinha de 13 anos, chamando
Joaquim, que ainda brincava com passarinhos. D.
Ana não quis o casamento alegando que o moço
era estrangeiro não dava certo e de
estrangeiro, ninguém sabia nada.
O Antonio Francisco Pamponet era muito
educado, fez amizade com o irmão mais velho da
moça Manuel Ribeiro Soares. Este, ponderou e
falou assim para sua mãe: Minha mãe, consinta
no casamento – A velha disse: ela não fala
estrangeiro como pode?
Finalmente a velha concordou e, com toda
pampa, com muitos dias de festas e muitos
gastos, casavam-se na fazenda Cais, no mês de
setembro de 1843.
Deste consórcio tiveram 8 filhos: João Batista
Pamponet, casado com D. Senhorinha, tiveram os
seguintes filhos: D. Maria (Maniquinhas) esposa
do Sr. Gil Suzart tiveram os filhos: Bianor
Pamponet Suzart, Ostilio, nair, Almerita, Zilda,
Zaia e Balbino.
D. Eliza, esposa do Dr. Bejamim Moura
(médico) tiveram os seguintes filhos: esmeraldo,
Aurea, Semírames, Morena, Aníbal, Lizu.
D. Umbelina esposa de Manoel Augusto,
proprietário da fazenda Caldeirão, pais de
Artur, Arnold, Antenor e Almir.
D. Tibucia esposa do Sr. João Carneiro,
pais de Donato, lindinha, Valmira, Bejamira,
Doralice, Durval, Daniel, Sizínia e Sizínio
(gêmeos) Raquel.
D. Jasinha esposa do Sr. Victor Carneiro,
não tiveram filhos. Antônio faleceu jovem.
D. Alice esposa do Dr. César Ribeiro
Soares, não tiveram filhos.
Sr. Joaquim Pamponet, dono da fazenda
Careta, pai de uma grande prle, era primo de
João batista Pamponet.
E foi assim que as duas famílias RIBEIRO
SOARES e PAMPONET se intrasaram.
Vida de D. Ana
Souza Santos
- Mulher humanitária, caridosa e por este de
caráter, fez-se amada dos humildes.
A resignação impressa na sua mente e seu
coração, era o lema na adversidade.
Com o desaparecimento trágico de seu
esposo José Ribeiro Soares a viúva D. Ana
Souza Santos, muito chorosa e desgotosa não
quis continuar morando na sua fazenda Muquêm.
Combinou com os filhos e comprou uma
casinha de palha e um mundo de terra que é hoje
a fazendas Cais. No ano de 1852 ela
reformou, fazendo uma casa grande ao seu
gosto. A atual casa do Cais, sofreu diversas
reformas. Na parede da sala de jantar, contígua
à atual Capela havia um grande confessionário
que ocupava toda extensão da parede,
confeccionado de tábuas estreitas envernizadas,
cruzadas umas às outras. Um grande tablado
colocado na grande sala ao lado esquerdo, onde
as moças trabalhavam fazendo renda de almofada.
Na parte baixa da casa um grande porão,
Mais além na Senzala um tronco para prender os
escravos.
Um grande cepo de madeira, atrás da porta
que dá para a sala de visitas. Dizem que este
cepo o velho Manuel Ribeiro Soares o possuía
para quando chegasse algum moço, antes de ele
ir recebe-lo, puxava-o com o pé para fechar a
porta que dava para a sala de visitas, a fim de
as moças não irem espiar os moços visitantes.
Até no ano de 1923 este cepo estava lá. Na
capela que ainda existe, o padre Tertuliano,
filho de Manuel Ribeiro Soares celebrou sua
primeira missa de Ordenado e muitos outras.
D. Ana (Donana) mandava sempre celebrar
missa. Havia batizados casamentos etc.
Contam que nessas missas o pessoal se
trajava tão decente como se fosse para uma
festa na cidade. D. Ana trajava vestidos de
muitas rendas, buziquins e um fixu preto na
cabeça.
D. Ana Souza Santos tinha uma promessa de
todo mês de setembro ir a igreja de Monte
Alegre visitar nossa Senhora das Dores, santa de
sua devoção.
Saio da fazenda Caius com todos os filhos,
numa leteira – Uma espécie de carroça com 4
rodas de madeira, um grande assento bem
acolchoado, uma cobertura de pano, para
proteger-la contra o sol e a chuva. Ela era
muito gorda. Este transporte era puxado por dois
burros, ou pelos escravos.
Voltando de Monte Alegre. (Hoje Mairi)
parou na estrada numa baixa, local hoje, onde
está situado o coreto, para almoçar; levavam
comida pronta. Depois do almoço falou assim
para seu filho mais velho o Manuel Ribeiro
Soares: Meu filho, já estou velha e cansada de
viajar para Monte Alegre, seria tão bom
construirmos aqui, nesta baixa uma capela. O
filho replicou: aqui minha mãe, nesta baixa
tão grande? Ela respondeu: SIM. Isto foi no
mês de setembro de 1855. Seguiram viagem para o
Cais. O filho pensou que sua mãe logo
esqueceria a idéia. No dia seguinte, pela
manhã ela disse: Meu filho, minha capela
naquela baixa que lhe falei? parecia uma
revelação – imediatamente os escravos,
mandou-os desbravarem as matas, preparando a
areia iniciaram a areia iniciarem a construção
da capela. E a velha Ana foi ver o trabalho.
Neste interin aparece o maniquim de Ana e lhe
disse: Minha irmã, isso aqui não dá certo,
nesta baixa, não dá, faz é confusão. O
Maniquim chamava Manuel e mostra-lhe uma
planície mai além. D. Ana disse: Lá não
serve, construa aqui mesmo meu filho, e ficou
impaciente.
O filho obediente satisfez a vontade de
sua mãe.
Manuel, finalmente construiu a a capela na
baixa mesmo e o cemitério ao redor. neste local
encontra-se atualmente a Igreja Matriz de Baixa
Grande.
O povo dizia que a igreja era torta, mas o
Manuel Ribeiro Soares combatia, dizendo que
tortas eram as ruas.
Construída a capela no ano de 1860
faltava-lhe uma padroeira. Aconteceu porém
passar pela fazenda Cais uns padres franceses
que estavam angariando donativos para a
construção de um Seminário na Bahia
(Salvador). Não se tem certeza se será o velho
seminário Santana que fica na rua do Sodré.
O primeiro seminário da Bahia se chamava
SÃO DÁZAMO, o 2º foi no Convento da lapa, o
3º é o Seminário “Santa Tereza”, e
finalmente o da federação.
D. Ana hospedou-os no cais, trato-se muito
bem e pediu-lhes que comprassem uma imagem de
Nossa Senhora das Dores para ser a padroeira da
capela construída, lá na baixa grande.
Passado alguns tempos, chega em Feira de
Santana um caixote contendo a imagem de Nossa
Senhoras das Dores, adquirida na França, pela
quantia de cinco mil reis, em agosto de 1861. D.
Ana Souza Santos ficou radiante e tratou de
mandar buscá-lo. O caixote foi transportado na
cabeça de homens, a pé, de Feira de Santana
até a fazenda Cais, numa distância aproximada
de 120 quilômetros. Não se sabe ao certo
quantos dias levaram nesta penosa viagem.
D. Ana contentíssima, abriu o caixote,
mandou retirar a imagem, achou-a bem alta e
bonita. Imediatamente tirou de suas orelhas um
lindo bar de brincos, bem compridos, contendo 5
pingentes em cada um e todos cravados de
brilhantes, e os colocou nas orelhas da santa.
Estes brincos foram roubados no ano de 19oo por
um soldado.
Passado uns dias D. Ana avisou ao pessoal
da fazenda Cais e arredores que iria fazer uma
profissão a pé saindo do Cais levando a imagem
de Nossa Senhora das Dores, até o altar da
Capela de Baixa Grande. D. Ana também
acompanhou a pé, num trajeto de dois dias.
A capela foi construída no ano de 1860 e
criada a freguesia pela Lei Providencial nº
1.195 de 26/04/1972 sendo seu 1º vigário
Antônio Carlos de Ângelo, que Manoel Ribeiro
Soares transferiu da Igreja de Capivari para a
Capela construída.
O município e a vila de Baixa Grande
foram criados pela resolução Providencial
20502 em 17/07/1885 assinado pelo presidente Dr.
José Luiz de Almeida Couto e também desmembrou
do município de Santana do Camisão. O
arcebispo Primaz nesta época era. D. Manuel
Joaquim da Silveira.
D. Ana depois de muitos anos de viúva
casou-se com o Sr. José Fagundes. Viveu somente
2 anos, teve uma filha Maria Alexandrina
conhecida por D. Pomba da fazenda Patos, mãe de
João de Souza Santos.
D. Ana era uma mulher exemplar, carinhosa,
religiosa, fazia muitos jejuns e mortificação
e dizem que ela usava cilício para se
mortificar.
Depois de tudo isso D. Ana se preparou
para morrer. Ela dizia sempre que sua morte
seria num sábado e aconteceu mesmo. No sábado
de sua morte chamou os filhos e disse para
Manoel:
“Meu filho vou morrer, entrego-lhe minha
capela, zele dela e do cemitério e faça tudo
que eu queria fazer e não posso mais”... E
ele atendeu ao pedido de sua mãe.
A fazenda cais fica no município de Baixa
Grande, foi passada por herança a alguns da
família Ribeiro Soares e Pamponet.
Ultimamente pertencia a D. Alice Pamponet
Soares viúva do Dr. César Ribeiro Soares que
lá residia até sua morte, ocorrida no dia 19
de outubro de 1976.
Biografia
de Manuel Ribeiro Soares
- O Tenente Coronel da Guarda Nacional –
MANUEL RIBEIRO SOARES, foi o legítimo fundador
da cidade de “BAIXA GRANDE”.
O reconhecimento do valor de um homem,
deve ser propalado, imitado, admirado e
reconhecido.
MANUEL RIBEIRO SOARES, nasceu a 13 de
março de 1831 na fazenda Muquêm, propriedade
de seus pais, José Ribeiro Soares e Ana Souza
Santos. Fez seus estudos durante 5 anos na
cidade de cachoeira. Era Tenente Coronel da
Guarda Nacional usava farda, espada e boné,
sentiu-se orgulhoso em possuí-las. Em família
chamava de Pai BERO.
Como político era muito compreensível e
benevolente. Homem robusto, muito brincalhão,
preocupava-se muito com os menos
favorecido pela fortuna. Inabalável nas
suas convicções. Possuía grande fortuna.
Ia sempre a Salvador/Bahia, tratar de política.
Saia da Fazenda Cais a cavalo até Cachoeira,
lá tomava o vapor para Salvador.
Casou-se na fazenda Moce em São Gonçalo
dos campos, com a Srta. Maria Ignes, no dia 18
de maio de 1851, filha do casal José Souza e
Maria José Souza, conhecida por Ioio e Iaia,
ambos naturais da cidade de São Gonçalo dos
campos. MANUEL RIBEIRO SOARES era irmão de
JOÃO BATISTA RIBEIRO. Casaram-se dois irmãos
com duas irmãs.
Deste consórcio vieram-lhes 10 filhos,
sendo o mais velho o Pe. Tertuliano, que
celebrou a sua primeira missa de ordenado na
Fazenda Cais, propriedade de seus pais. Foi
alguns anos vigário de Baixa Grande, sendo
transferido para Orobó (hoje Rui Barbosa),
faleceu em Orobó com 61 anos de idade, a 12 de
agosto de 1904 foi sepultado lá mesmo.
MARIA IGNÊS (sinhasinha) esposa do Cel.
João Batista R. Pamponet ex-dono das fazendas
– Grande Vista e Tigui. Os Pamponet recebeu a
Sismaria que ia até Rui Barbosa e deu origem a
cidade de Rui Barbosa.
João Batista Ribeiro Pamponet teve 6
(seis) filhos, Deolino, Maria, Ana, Eliza,
Antônio e Alice. Faleceu ainda moço na sua
fazenda – Grande Vista, sepultou no cemitério
de BIAXA GRANDE.
Os outros filhos de Manuel Foram: -
Balbina (Iaia) esposa do Dr. Ângelo Ribeiro
Soares, sobrinho do velho Manuel. – D. Júlia
esposa do Dr. Alexandre Souza. – Etelvina
esposa de Simpliciano Souza, - Isaura esposa de
Deocleciano Santos, e Odilan, Otávio, Pite,
Aguida, todos casaram.
Manuel Ribeiro Soares, depois de ter
construído a capela no ano de 1860, idealizou
fazer ai, um povoado, que levaria a cidade, o
que conseguiu, enfrentando os obstáculos,
trabalhando sasinho sem ajuda monetária de
outrem.
Dizem qu as primeiras casas construídas
foram uma casinha e uma venda de Candido Saback,
onde está hoje a casa de Nelson Borges. Já
havendo habitantes no povoado e a capela ainda
sem vigário, o Manuel Ribeiro Soares conseguiu
transferir o vigário Antônio Caldas de
Albuquerque Angolo da freguesia de Capivari para
a capela construída, no ano de 1872.
As terras onde foi edificado o povoado é
atualmente é a cidade de Baixa Grande, pertence
a sua genitora D. Ana Souza Santos. Baixa Grande
pertenceu a Camisão, (hoje Ipirá).
Em 2 de julho de 1885, Manuel Ribeiro
Soares conseguiu das autoridades, criar o
município com termo judiciário. O 1º Juiz
municipal foi o Dr. Otávio Pinto da Rocha. Foi
também criado a lei da multa, antes não havia
multa e sim cadeia.
Pela Resolução Presidencial do –
Presidente JOSÉ LUIZ DE ALMEIDA nº 2.502 de 17
de julho de 1885 o município de Baixa Grande,
foi desmembrado do de Santana de Camisão.
Passados alguns tempos, depois da morte de
sua mãe Ana Souza Santos, seu filho Manuel
Ribeiro Soares que era um homem religioso, tinha
grande devoção com Nossa Senhora da
Conceição, pensou e resolveu retirar a imagem
de N. Senhora das Dores do altar-mor, e no seu
lugar, colocou uma imagem de Nossa senhora da
Conceição, ficando esta, sendo a padroeira da
cidade. É justamente a que está até hoje no
altar-mor.
Esta imagem veio da França. Tinha uma
linda coroa de ouro, foi roubada e Manuel
Ribeiro Soares comprou outra. A imagem custou 3
mil reis.
A capela de Baixa Grande recebeu diversos
presentes.
O crucifixo do altar-mor foi presente de
Maria Ignez, esposa de Manuel Ribeiro Soares.
O Sino – Oferta de Felisberto Ribeiro
Soares, irmão de Manuel Ribeiro Soares.
Senhor dos Passos – Oferta do fazendeiro
Manuel Camilo, grande amigo de Manuel, a quem
este lhe pediu uma lembranças para a igreja.
Coração de Maria – Oferta da família
Miranda.
Nossa Senhora da Vitória – Oferta do
Pe. José Martins da Silva, que foi vigário de
Baixa Grande até a sua morte no ano de 1930.
Santa Terezinha – Oferta de D. Ursula
Figueredo (Nasinha).
Senhor Morto – Oferta de um dos
primeiros vigários de Baixa Grande, o padre de
Alcântara.
Os lustres – Oferta de D. Isabel Tude de
Souza.
O cálice, a âmbula e paramentos de
pedras foram dados ao Pe. Tertuliano pelo seu
tio João Batista Soares, irmão de Manuel
Ribeiro Soares, dizendo que os oferecia era para
o sobrinho dele.
São José – oferta da família
Carneiro.
São Roque – Oferta da família Miranda.
Como já foi dito Manuel Ribeiro Soares
construiu a igreja e o cemitério ao redor,
criou a cidade de Baixa Grande no ano de 1885.
Trabalhou muito e não teve auxilio
monetário de ninguém. Foi chefe político até
a sua morte em 1907. era possuidor de grande
fortuna, gastou tudo em benefício de Baixa
Grande, morreu. Sofria de reumatismo, tomou
remédio em grande dose.
Faleceu a 18 de fevereiro de 1907 com 76
anos, na sua fazenda Cais e foi sepultado no
cemitério de Baixa Grande, ao lado de sua
esposa Maria Ignez, falecida a 3 de março de
1906. para este fim havia reservado lugar no
cemitério.
É lamentável a um homem que tanto fez
por esta terra, não ter recebido em vida o
reconhecimento de seu sacrifício. A ingratidão
pesou sobre ele, e nem siquer colocou seu nome
em uma das ruas desta cidade.
Somente agora seu sobrinho o Dídimo
Ribeiro Soares mandou fazer em S. Paulo um
quadro com o retrato que será colocado na
Prefeitura de Baixa Grande.
As primeiras
famílias residentes em BAIXA GRANDE após sua
fundação
-Família Saback – Na década de
1863 chegou em Baixa Grande o Sr. Joaquim Saback, esposa e outros, vindo de Feira de
Santana, mascateando miudezas. O velho Manuel R.
Sares os recebeu mui gentilmente; cedeu para
eles se alojarem com as miudezas. Passado meses,
chega mais gente umas 60 pessoas. Eram judeus
que mal falavam o português. Eles não comiam
carne de porco. Naquele tempo chavam de
forasteiros. Manuel Ribeiro Soares os apoiou.
Passados tempos eles começaram a se introduzir
na política dando seus apartes. O jovem
Antônio Pamponet, sobrinho de Manuel soube do
que eles estavam planejando e avisou ao velho
Ribeiro. Este respondeu ao sobrinho: “Baixa
Grande é para todos”.
Certo dia o Antônio, rapaz um tanto
violento, juntou-se ao Sr. Olivo Tude, ao Sr.
Fontoura e outros, fizeram uma farra de cachaça
e botaram os Saback para fora, juntamente ao Pe.
Fizeram uma confusão e iam levando todos de pé
e a cavalo para Camisão.
O Manuel Ribeiro Estava na fazenda Cais e
alguém foi lá avisá-lo do que havia
acontecido. Ele surpreendido saiu a cavalo à
procura do pessoal e a encontrou no caminho.
Pediu ao pessoal que voltasse. Ele não quis e
respondeu: “Nós vamos e processar”.
O Dr. Ângelo Ribeiro Soares, advogado,
era genro de Manuel Ribeiro Soares, e depois de
muito trabalho conseguiu amparar a causa,
rasgando o processo.
O processo voltou a todos residiram por
muitos anos em Baixa Grande. O Antônio Pamponet
se desgostou, foi embora e disse que nunca mais
voltaria e nem mandava notícias, o que fez
mesmo.
O rapaz João Inácio de Oliveira – Veio
de Feira de Santan residir em Baixa Grande.
Casou-se com a Senhorita Emília Saback e
tiveram 5 filhos: D. Evangelina Saback esposa do
Sr. Anésio Marinho Fernandes, foi Coletor de
Baixa Grande 30 anos. Aposentado com D. Zenaide.
João Saback de Oliveira – conhecido
por Maninho Saback, abastado fazendeiro, casado
com D. Amélia Saback.
Amadeu Saback de Oliveira – Esposo de D. Laura
Martins, grande negociante de fumo.
Mario Saback de Oliveira (Nono) – esposo
de D. Rita Bahia filha do 1º casal do Sr.
Bernadino Bahia.
D. Claudionor Saback (Cadinha) – esposo
do Sr. Arnaldo Pacheco Cohim negociante de fumo.
Todos eles filhos de Baixa Grande
Família Miranda – Chega
em Baixa Grande no ano de 1863 um casal vindo de
Lavras Diamantina (Lençóis). Era o Sr. Inácio
Miranda, sua esposa D. Maria Rosa de Queiroz
Miranda e seus filhos, professora Belinha,
Amélia, Rosinha, Adelina, Rosalvo e Alfredo.
Aqui chegando montou uma venda. Era um homem
calmo, paciente, todos o apreciavam, sua esposa
ao contrário um tanto vexada. Trabalhava ambos
na venda.
Família Boaventura –
Natural de Almas distrito de Feira de Santana, o
Sr. Manuel Augusto Boeventura, casou-se com D.
Umbelina Pamponet e residia na fazenda
Caldeirão Encantado, tiveram 5 filhos: Arnould,
Artur, Hergeu, Antenor. Almiro, todos casaram.
Família João Batista Ribeiro
Soares – Era irmão do fundador de
Baixa grande, nasceu na fazenda Muquêm,
casou-se com D. Ignez Maria na Fazenda Mace em
São Consalo dos Campos. Convém lembrar que a
esposa de Manuel Ribeiro Soares era irmã da
esposa do Cel. João batista Ribeiro Soares.
Cassaram-se dois irmãos com duas irmãs, no ano
de 1842.
João Batista Ribeiro Soares veio residir
em uma das suas fazendas a Faceira, hoje
Urucaina, no município de Baixa Grande.
Deste consórcio vieram os seguintes
filhos: Dr. Ângelo Ribeiro Soares, casado com
D. Balbina (Iaia) tiveram 3 filhos: Dr. César
Ribeiro Soares, esposo de D. Alice Pamponet
Soares, não tiveram filhos.
Dr. Bricio Ribeiro Soares – casado com D.
Laura Souto Soares, tiveram um filho, Deputado
Estadual Dr. João Souto Soares (médicos).
Existe uma cidade com o nome “SOUTO SORES”
em homenagem a ele.
D. Amália – esposa do Sr. Otacílio
Almeida Gomes, tiveram dois filhos, morreram
pequenos.
D. Eliza Soares de Souza – esposa do
Cel. João Job de Souza, abastado fazendeiro,
residiu 9 anos em sua fazenda Guarani, depois
fixou residência em Baixa Grande. Desse enlace
tiveram 5 filhos: Daniel, Leonel, Jonas, Judith
e Inácio.
Sr. Joviniano Ribeiro Soares, casado com
D. Ana Borges Novais Soares, natural da cidade
de Remanso, tiveram os seguintes filhos:
Flávio, Angélica, Otacília, Dario, Jane,
Jovina, João e Dídimo – residia na fazenda
faceira e sua propriedade.
Sr. Jovino Ribeiro Soares morreu jovem com
21 anos.
Sr. Antônio Ribeiro Soares (Totonho) teve
3 filhas: Graceliana, Ismael e Jovita coma sua
companheira de nome Odilia.
Ana Soares Sampaio, esposa do Sr. Manuel
Ribeiro Sampaio negociante na praça Capivari,
residiram lá, tiveram 7 filhos: Cadizinho,
Peminio, Etelvina, francisquino, Marocas,
Filinto, Maria José (Zezé).
Da segunda família com a viúva Cassiana.
O Sr. João Batista Ribeiro Soares, teve 5
filhos: Evaristo, Jovito, Cravin, Jardelina,
Clarismunda (Iaia) todos casaram.
Ignácio Pereira de Souza, pai de joão
Job de Souza, era um homem muito calmo, possuía
as fazendas Morrinhos, Jacu e Pedras, porém
quem as administrava era a sua esposa Virginia,
uma senhora dinâmica, entendia de fazenda. O
seu esposo, edicava-se a cosntrução de casas e
capelas. Ele cosntruiu na sua fazenda pedras,
Hoje Italegre, o cemitério e também a igreja
do Amparo de N. S. dos Aflitos.
Ignácio Pereira de Souza foi sepultado no
cemitério das Pedras.
Pedras e Viração são os povoados mais
velhos que Baixa Grande.
Famíia José Presídio de Figueredo
– Ainda bem jovem veio da sua terra natal
Riachão do Jacuípe, se estabelecer em Baixa
Grande. Anos depois casa-se com D. Zefinha,
filha de pais abastados, deste enlace vieram os
seguintes filhos: ester esposa do dr. Antônio
Veloso, Judicael, Agenor, José Presídio Filho,
Nicanor General do Exército, reside no Rio de
janeiro.
Família – José Sabino da Silva
– Casado com D. Belarmina, ele grande
negociante na praça, tiveram os seguintes
filhos: - Orlando, Lauro, Stela, Babi, Olga,
todos casados.
Outras muitas famílias vieram e residiram
em Baixa Grande.
= = = = = = = = = = = = = = =Intendentes
e Prefeitos (1885 a 1977)
- Os senhores Dídimo Ribeiro Soares e Flandu
Alves Campos – ex-secretário e ex-tabeleão
da Prefeitura, dizer que é possível haver
falhas nas datas e relação dos prefeitos em
virtudes de não encontrarem nos livros da
Prefeitura de Baixa Grande.
Rememorando o passado dos governantes
estamos exaltando suas atividades.
O primeiro Intendente de baixa Grande foi
o seu fundador o Cel. Da Guarda Nacional MANUEL
RIBEIRO SOARES.
1º Intendente – Manuel Ribeiro
Soares 1885 a 1889
2º Intendente – David Ribeiro Saback 1889 a
1893
3º Intendente – João Lucio de Oliveira 1894
a 1898
Do ano de 1898 a 1900, não foram
encontrados no cartório de Prefeitura, os
nomes, nem datas dos dirigentes de Baixa Grande.
No ano de 1906 por perseguição política do
Senador Abraão Cahim o município de Baixa
Grande, foi suspenso de sua Sede, tranferida
para o povoado de Santa Luzia do Lajeto (hoje
Macajuba) com topônimo e vila Capivari.
Em 1910 restaurou-se o município de Baixa
grande, desanexando seu território do de
Capivari.
Em 1912 Baixa Grande voltou a distrito
único (duas vezes). Dessa época para cá,
foram eleitos os seguintes Senhores Prefeitos:
1º Prefeito – Vitor
Carneiro da Silva ....................... 1912 a
1916
2º Prefeito – José
Presídio Ribeiro Soares .............. 1916 a
1918
3º Prefeito – Dr.
César Ribeiro Soares .................... 1918
a 1920
4º Prefeito – Manuel
Domingos de Amorim .......... 1920 a 1924
5º Prefeito – Carmerindo Ribeiro Saback
.............. 1924 a 1928
6º Prefeito – Rosalvo Miranda da Silva
................. 1928 a 1930
Este último não completou sua gestão
devido a revolução de 1930.
O Interventor Landulfo Alves, achou de
suprir o município de Baixa Grande, fazendo
sub-prefeitura. Esta atitude desgostou muitos
seus habitantes.
Em 1931, o município foi novamente
suspenso e incorporado ao território de Monte
Alegre, onde foi criado uma sub-prefeitura, até
o ano de 1933.
Naquele mesmo ano o município
desmembra-se de Monte Alegre e restaurado a
distrito único.
O Sr. Bianor Pamponet Suzart foi eleito
Prefeito, não terminou o pleito, em virtude da
implantação do regime ditatorial de 1937, no
governo do Presidente Getúlio Vargas, quando se
eu o golpe: entrando para governar o intendente
José Presídio de Figueredo de 1938 a 1940.
Infelizmente ele não terminou o mandato,
faleceu em Baixa Grande em 1940.
Em agosto de 1924 no Governo do Dr. José
Joaquim Seabra os arraias de Pedra e Viração
foram desmembrado do município de Monte Alegre
e anexado ao Município de Baixa Grande.
Foram sucessores do Sr. José Presídio
de Figueredo os Senhores:
Isalino de Queiroz Matos
........................................ 1940 a
1942
Antenor Oliveira Souza
.......................................... 1942
a 1944
Manuel Oliveira Souza
........................................... 1944
a 1946
Bianor Pamponet Suzart
........................................ 1946 a
1950
Durval da Silva Miranda
....................................... 1950 a
1954
Bianor Pamponet Suzart
....................................... 1954 a
1958
Milton Pamponet Ribeiro
....................................... 1958 a
1962
Raimundo Miranda Boaventura
............................ 1962 a 1966
Milton Pamponet Ribeiro
..................................... 1966 a
1970
Durval da Silva Miranda
...................................... 1970 a
1972
Milton Pamponet Ribeiro
..................................... 1972 a
1974
Evandro Miranda Boaventura
.............................. 1976.
O sr. Evandro Miranda Boaventura eleito
no último pleito de 1976 e o vice-prefeito sr.
Ubiramir Kunh Pereira, os nossos votos de muito
êxito na sua administração.
Nas ultimas décadas Baixa grande tem se
melhorado, graças a boa vontade de seus
governantes.
O Sr. Milton Pamponet Ribeiro foi eleito 3
vezes e nestes período construiu o mercado, a
Prefeitura, o Posto Médico, o Hospital
Maternidade equipado, e muitas outras
befeitorias aqui não citadas.
Sr. Durval da Silva Miranda, eleito duas
vezes, construiu 2 salas de aulas com depend~encias sanitários, no fundo do prédio
PLÍNIO TUDE DE SOUZA> Fez serviço de
terraplanagem, aterro, meio-fio, calçamento e
jardim.
O sr. Raimundo Boaventura – 1962 a 1966
fez calçamento.
Os seus dignos governantes dêem
continuidade a orientação aos problemas desta
terra.
As gerações presente e as gerações
futuras possibilitem melhor orientação no
setor educacional, econômico, político e
religioso desta cidade.
O inabalável dever de preservar a ordem,
a firmeza nas difíceis situações, o agir com
o “coração do quem a razão” são
sentimentos que enaltecem quem os pratica.
= = = = = = = = = = = = = = =
Vigários de Baixa
Grande (1872 a 1977)
- Primeiro vigário – Pe.
Antônio Carlos D’ Antônio Carlos D’Argola
1872 a 1885. tomou posse a 2 de julho de 1872,
prestando juramento em mão do ver. Paróco
colado a frequezia de Nossa Senhora das Dores de
Monte Alegre, Pe. Raimundo Teles de Menezes. Em
09 de setembro de 1872 fez concurso para esta
frequezia e foi aprovado com 17,5 pontes, e foi
escolhido pároco colado em 28 de dezembro de
1872, por sua Magestade imperial D. Pedro II,
recebendo em 1º de agosto de 1973, por
procuração passada ao Pe. Pedro dos Santos,
referido benefício.
- Segundo vigário – Pe.
Marcelino Nunes de Castro 1885 a 1894. Tomou
posse a 11 de outubro de 1885. Em 22 de agosto
de 1886 foi bento e inaugurado o cemitério da
capela de Viração foi construído pelos
esforços de Pe. Marcelino. A 18 de janeiro de
1886, na ocasião da Eleição Geral, foram
roubadas a imagem da Conceição de Capela de
Viração, uma coroa grande de prata,
galvanizada de ouro, com o peso de 64 ½
oitavos, e os seus brincos de brilhantes pelo
ex-praça Daniel de Aragão.
- Terceiro Vigário – Pe.
Alcântara de Albuquerque 1894 a 1926. Tomou
posse a 24 de julho de 1894. Visita pastoral
pelo senhor Arcebispo D. Jerônimo Tomé da
Silva, em 3 de outubro de 1893.
- Quarto Vigário – Pe. José
Martins da Silva – 1906 a 1930. Tomou posse a
8 de setembro de 1906. Nasceu a 18 de outubro de
1850 e faleceu a 9 de agosto de 1930, na cidade
de capivari e foi sepultado na igreja de Santa
Luzia – hoje Matriz. Houve uma procissão
popular, pregada pelos missionários
Franciscanos Frei Eduardo Herberhvald, Frei
José e Frei Miguel, de 15 de abril de 1907 até
21 de 1907 do mesmo mês, e de 22 a 28 de abril
na capela de Santan Luzia de capivari (Macajuba). Em 21 de setembro de 1909 o cônego
José Maria da Conceição fez visita pastoral
como visitador diocesano.
- Quinto Vigário – Pe.
Arnaldo Augusto de Castro 1931 a 1933. Tomou
posse a 18 de fevereiro de 1931. Em 22 de abril
de 1931 D. Augusto Álvaro da Silva, Arcebispo
da Bahia, fez a visita pastoral em baixa grande,
acompanhamento pelos missionários Capuchinhos
Frei Ângelo de Manterrubiano, e Frei Pedro
Crispiero.
- Sexto Vigário – Cônego
josé Dias D’Afonso, vigário de Mundo Novo e
vigário ecônomo de Baixa Grande – 1933 a
1935. tomou posse a 17 de março de 1933.
- Sétimo
vigário – Pe. Galdino da Rocha
Passos, 1935 a 1939. Tomou posse a 17 de março
de 1935 e ficou até 22 de dezembro de 1939.
- Oitavo vigário – Pe.
Francisco Freitas, vigário de Monte alegre e
vigário de Baixa grande – 1940 a 1941. Tomou
posse a 24 de fevereiro de 1940. A 8 de dezembro
de 1941 o Ver. Pe. Adherbal Saback Miranda,
celebrou sua primeira missa solene em Baixa
Grande, sua terra natal.
- Nono vigário – D. Adabe
Aloísio Wiesinger O. C. – 1941 a 1942. Tomou
posse a 18 de fevereiro de 1941.
- Décimo vigário – Pe. José
de Souza Neiva – 1944 a 1948. Tomou posse a 12
de março de 1994.
- Décimo primeiro vigário –
Pe. Tridolino Glasauer O. C. – 1948 a 1951.
Tomou Posse a 6 de janeiro de 1948.
- Décimo segundo vigário – Pe.
José leopaldo Haslinger – 1951 a 1955. Tomou
posse a 27 de abril de 1951. Era vigário de
Monte Alegre e vigário ecônomo de Baixa
Grande. Durante seu governo a capela de Macajuba
ficou uma reitoria independente provida pelos
padre do Mosteiro de Jequitibá.
- Décimo terceiro vigário –
Cônego Alcides Cardoso, vigário de Ipirá e
vigário ecônomo de Baixa Grande – 1955 a
1957. Tomou posse a 31 de julho de 1955.
- Décimo quarto vigário – Pe.
Moisés Rodrigues Pereira – 1967 a 1969. Tomou
posse a 4 de maio de 1967.
- Décimo quinto vigário – Pe.
Francisco Buchstege – 1969 a 1970. Tomou posse
a 8 de fevereiro de 1969. Viajou em julho para a
Alemanha, voltando em janeiro de 1970 para a
Diocesa de joinville de onde tinha chegado.
- Décimo sexto vigário – Pe.
Amadeu Vacondio e Pe. Pedro Luiz Grizelli –
1971. Tomou posse a 8 de abril de 1971. Em 28 de
abril de 1973 Pe. Amadeu Vacondio Voltou pata a
Itália e para seu lugar veio Pe. Fortunato
Monelli, que juntamente com Pe. Pedro Luiz
Griselli trabalhavam na paróquia de Baixa
Grande desde 1973. As 5 capelas de Baixa Grande
– capela de San-Cruz do Monte, em Baixa
Grande. Capela de São José, Capela de São
João da Viração, Capela de mandacaru.
Recentemente estes padres administraram mais
duas outras capelas – a do Senhor do Bom Jesus
dos Mártires em italegre, pertcente a paróquia
de Monte Alegre. A capela na vila de Pintadas,
que pertence a paróquia de Ipirá. Aos 28 de
agosto de 1975 tomou posse na Catedral de Rui
Barbosa e novo Bispo da Diocese D. Matias Smith,
monge Beneditino. – Nasceu nos Estados Unidos,
tem 45 anos. Reside no Brasil desde 1951. Foi
Bispo Auxiliar em goiás no ano de 1972.
transferido para Rui Barbosa, passou em Baixa
Grande e deu a 1ª. Saudação ao povo, no dia
27 de agosto. As arquidiocese de Salvador, Rio e
Olinda, foram as primeiras cidades do Brasil
onde residiu um Bispo. Em novembro de 1974 esta
Arquidiocese festejou seus 300 anos de vida. De
8 a 12 de novembro realizou-se em Rui Barbosa
uma assembléia geral de padres, religiosos
leigos, representantes das paróquias. Foi
revisionado todo trabalho das próprias,
discutido a respeito dos trabalhos e das
atividades a serem tomadas no próximo ano.
Nos meses de setembro e outubro, nos deu o
prazer de sua visita o Pe. Amadeu Vacondio que
já havia residido entres nós. Viajou para a
Diocese de Roggio Emilia em visita aos padres
italianos que trabalhavam na Bahia. Atualmente
é coordenador da cooperação entre as dioceses
de Roggio Emilia – Itália e Rui Barbosa
Bahia. Em virtude de seus pais serem idoso e
doentes, e necessitava de sua assistência, o
Pe. Amadeu não pode mais voltar a Baixa Grande,
como vigário da paróquia. O Pe. Fortunato
regressará a Itália não se sabendo se
voltará à assumir a paróquia de Baixa Grande.
No quilometro 4 – vem se realizando de 15 em
15 dias um curso bíblicos de catecismo com a
participação de 40 jovens orientados pelo Sr.
José Bispo, e a Profa. Margarida Ribeiro de
Souza. Em dezembro haverá a 1ª comunhão para
estes jovens que freqüentam o curso. O emblema
do curso continua sendo: “JUNTOS COMO IRMÃOS”.
= = = = = = = = = = = = = = = =
O MUNICÍPIO -
Limitres, acidentes Geográficos, Rios, Açudes,
População, Festas Religiosas e Festas
popularaes
- Nas terras pertencentes a viúva D. Ana
Souza Santos, foi iniciado o povoado e
atualmente está a cidade de Baixa grande,
fundada pelo seu filho coronel da Guarda
Nacional, MANUEL RIBEIRO SOARES.
No ano de 1872 pela Lei Providencial nº.
1.195 o dito arraial foi elevado à freguesia,
consagrado a Nossa Senhora da Conceição. O
distrito de Baixa Grande criou a mesma Lei que
instituiu a freguesia. Pela resolução
Providencial nº. 2.502 de 17 de julho de 1985
assinado pelo Presidente Dr. José Luis de
Almeida Couto, foi criado a Vila de Baixa Grande
e também o município desmembrado do de Santa
Ana do Camisão. O município foi suspenso em
virtude da lei estadual nº. 640 de 12 de maio
de 1906. Sendo sua sede transferida para o
povoado de Santa Luzia do Lajedo, com o
topônimo de Vila de Capivari.
A lei Estadual nº 806 de 28 de julho de
1010 restaurou o município de Baixa Grande,
desanexando o seu território do de Capivarí
(hoje Macajubas), A medida teve lugar devido a
veemência com que os habitantes pugnaram pela
interação dos seus direitos políticos,
cabendo a promulgação do ato ao Dr. Araújo
Pinho então Governador do Estado. Na divisão
administrativa do Brasil concernentes a 1911,
Baixa Grande é distrito único do município do
mesmo nome, reinstalado a 1º de janeiro de
1912.
De conformidade com os quadros de
apuração do recenseamento geral de 1º de
setembro o município em apreço permanece
constituído de um só distrito – o de igual
topônimo. Por força do Decreto estadual nº.
7479 de 08 de julho de 1931 foi novamente
supresso o município de Baixa Grande, cujo
território se incorporou ao de Monte Alegre
(atual Mairi) sendo criado naquela localidade a
subprefeitura de Baixa Grande. Em virtude do
Decreto nº. 8753 de 31 de maio de 1937 foi
novamente o seu território desmembrado do de
Monte Alegre, restaurou-se o município de Baixa
Grande, novamente reinstalado em 23 de julho do
mesmo ano. Na divisai administrativa referente a
1933 e nas territoriais datadas de 31 de julho
de 1936 e 31 de julho 1937, como também
no quadro anexado ao Decreto Lei estadual nº.
11.089 de 30 de novembro de 1938. Em
conseqüência do Decreto-Lei Estadual nº. 141
de 31 de dezembro de 1943 que fixou o quadro
teritorial do estado, vigente no qüinqüênio
de 1944 a 1948 – o município de Baixa Grande
e Macajuba (ex-capivari) está, transferido do
extinto município de Capivari. O Decreto
estadual nº. 12.978 de 1º de julho de 1944 que
retificou o mencionado Decreto lei nº 141
desligou o distrito de Macajuba de Baixa Grande
nesse qüinqüênio, constituído novamente
apenas pelo distrito sede. Nas divisões
territoriais seguintes e até a vigente, no
qüinqüênio 1954 a 1958. Resultante da Lei nº
628 de 30 de dezembro de 1953, o município
é constituído.
Escolas, Sala de
leitura, crianças abopndonadas a A.B.A.V.
- Baixa Grande limita-se ao norte com a
frequezia de monte Alegre (Mairi). Ao Sul com a
frequezia de Itaberaba e Rui Barbosa. A leste
com frequezia de Ipirá. A Oeste com a
frequezia de Mundo Novo. Atualmente Baixa Grande
não se limita mais com Itaberaba, Ruir Barbosa
e Macajuba. Os limites primitivos eram os
seguintes: principiando ao norte da fazenda São
Gonçalo inclusive: e desta fazenda, na mesma
direção do Norte, a encontrar o rio Caruaru e
por este abaixo, até a fazenda Bom Sucesso
inclusive. Daí, em linha reta para o Sul,
compreendendo as fazenda denominada Santa Rosa,
Sítio, Tiririca, e poeira, Paraibuna e Bonita:
e desta, em linha reta e na mesma direção do
Sul a encontrar a serra de Macajuba e em desta,
em linha reta, para o poente, até a fazenda
Aldeia, inclusive. Daí pela estrada Lajedinho,
Viração, Mandacaru a encontrar a dita fazenda
São Gonçalo, donde começaram os limites.
(Isto foi tirado do livro de Registro de leis e
resolução da Assembléia Legislativa
Providencial – 1971 a 1874 – páginas 13v e
14).
O prefeito José Presídio de Figueredo
requerendo a revisão dos limites do município
de Baixa Grande anexando PEDRAS.
A área do município de Baixa Grande 1076
9 /2
POPULAÇÃO
No recenseamento de 1970 a população
de Baixa Grande era de 16.983 habitantes sendo
2.124 urbano e 14.859 rural.
ACIDENTES GEOGRÁFICOS
Topografia plana ao Sul e sudeste,
ligeiramente acidentado no norte e nordeste. O
município é constituído de terrenos férteis,
de matas e a maioria de caatinga. Situa-se no
maciço do atlântico e suas serra fazem parte
dos ramos da serra da Mantiqueira. As serras
são de pequena elevação, prestam-se à
agricultura e pastagens. As principais serras
são: Do Cesto, Do Cais, Jataí e a do Vento.
RIOS
È o município banhado pelos rios
periódicos: O Cairú, O Jundiá, o Paulista.
AÇUDES
Há 2 açudes, um público com a
capacidade: para 44,16m³, fica no entroncamento
com a estrada de Mairi com Baixa Grande
construído na gestão do Sr. Bianor Pamponet
Suzart. E outro particular para 40.172m³.
CLIMA
Saudáveis e sadio, em certas épocas do
ano, quente, pois a cidade est´[a situada no
polígno das secas.
FESTAS RELIGIOSAS
A principal é a de Nossa Senhora da
Conceição, Padroeira da Cidade, que se realiza
a 8 de dezembro.
A festa de São Roque – de grande
animação, celebrada a 16 de agosto.
FESTAS POPULARES ANTIGAS
O Batalhão de Mouro, argolhina, terno de
Rei, atualmente o carnaval e muitos bailes. O
novo Clube “5 de março” está no término
da sua construção.
ESCOLAS
Baixa Grande possui na sua Sede 1 Ginásio
em funcionamento, onde à noite funciiona o
curso do 2º grau. Um outro Ginásio em
construção. No Centro Educacional de Baixa
Grande, anexo ao Prédio “Pliniu Tude de Souza”.
Existem 3 escolas estaduais, 30 escolas
municipais (duas na sede). Nas escolas estaduais
funcionam 14 classes assim distribuídas:
1ª Série 6 classes 143 alunos
2ª série 4 classes 81 alunos
3ª série 3 classes 70 alunos
4ª série 1 classe 26 alunos
Estão matriculados nas escolas municipais
1.476 alunos obedecendo a seguinte
distribuição:
1ª série 1.002 alunos
2ª “ 234 “
3ª “ 166 “
4ª “ 74 “
a escola Paroquial funciona com 28 alunos da
classe de alfabetização. Estas crianças não
freqüentaram outras escolas, são crianças
pobres.
O Gonásio CENEC funciona com 5
classes:
5ª Série 2 classes 53 alunos
6ª “
1 “
50 “
7ª “
1 “
29 “
8ª “
1 “
20 “
há no município 32 postos do MOBRAL
com a matrícula de 811 alunos. A escola
funciona no Salão da Igreja Matriz para
crianças pobres da cidade. A responsabilidade
está num grupo de cristão que tomaram a
iniciativa. A escola funciona a tarde e irá
até 19 de dezembro. O município de Baixa
Grande possui um bom número de prédios
escolares nas roças. É mtivo de louvor para
seus administradores. São estas as escolas:
Escola Santa Rita - Umbuzeiro
Escola “João Ribeiro
Pamponet” - Fazenda Grande Vista
Escola “ Jose.presidio
José Presídio” - Tabuleiro
Escola Ipiranga – Barracão
Escola “Durval da Silva Miranda” –
Km 4
Escola “Sete de setembro” – Mulungu
Escola “José Ribeiro Pamponet” –
Barraca
Escola Rui Barbosa – Fazenda Boa Vista
Escola “César Cotias” – Fazenda
São Pedro
Escola “Carmerindo Saback” – fazenda
Canavial
Escola “M. D. de Amorim” – Mandacaru
Escola “João de Deus Souza Santos”
– Fazenda Boa Esperança
Escola “2 de julho” – Fazenda Lagoa
do Cipó
Escola “Celestino Rios” – Brejo
Escola “José S. Oliveira” – Fazenda
Amparo
Escola “Santa Cecília” – Fazenda
Capim Branco
As gerações presentes e as gerações
futuras possibilitem melhor orientação no
setor educacional desta cidade.
SALA DE LEITURA
Com a participação e ajuda de muitos
conterrâneos e pessoa amigas, foi possível
inaugurar a 15 de agosto de 1975 uma sla de
leitura nesta cidade. A idéia surgiu da
necessidade de se acompanhar o povo desta
comunidade no setor educação. As crianças, os
jovens, os adultos não dispunha de um local
para ler, fazer pesquisas e a estar a par de
tudo o que ocorre no mundo. Hoje isso é
possível, é só andar um pouquinho e estaremos
diante dos livros didáticos, livros de cultura
geral, revistas educativas, boletins
informativos e jornais. Você que estuda, que se
interessa pelo – (Verificar final a página
23)
que cada dia cresce mais e oferece melhores
condições de vida aos que tem cultura, procure
com freqüência esta sala de leitura.
Embora funcionando a bem pouco tempo, esta
sala de leitura vem prestando grande serviço à
nossa comunidade; além de centro de estudos e
de pesquisas, é ai que fazemos encontros,
palestras, cursos, reuniões, exposições
etc...
Os primeiros livros destinados a esta sala
de leitura foram enviados pelo General Nicanor
Presídio de Figueredo, grande Baixagrandense
que reside no Rio de Janeiro e se interessa pelo
progresso da nossa terra. Dentre os livros que
enviou, destaca-se (Os Sertões) de Euclides da
Cunha obra de grande valor estimado e cultura.
Também veio dele o nome desta sala: “CENTRO
CULTURAL DE BAIXA GRANDE”.
Foram muitos que nos ajudaram neste
trabalho; a todos os nossos agradecimentos e o
apelo de que continuem com a sua ajuda, pois, é
através da cultura que chegamos ao progresso.
“INSTRUÇÃO SEM EDUCAÇÃO é como uma
ALAVANCA SEM PONTO DE APOIO”.
JOVENS UNIDOS
Uniram-se nesta cidade, por intermédio de
Pe. Amadeu Vacondio, formando grupo U.J.R.
(União de Jovens Baixagrandenses) mesmo sem
sede própria. Fazem as reuniões utilizando um
salão da Igreja Matriz, onde são tratado os
assuntos do mesmo. Este grupo tem como objetivo
principal unir os jovens à sociedade e à
religião, como também, ajudar a comunidade em
sentido geral. Este grupo fez várias campanhas
como sejam: A campanha dos cobertores, dos
filtros e festejavam o Natal da criança pobre.
Construíram este ano uma pequena casa para
residência de velho necessitado, à rua do
Adôbo, nesta cidade. Festejaram também o dia
da criança. Atualmente está organizando uma
festa de larga que terá início no dia 3 a 8 do
corrente mês (dezembro), em benefício da
Igreja Matriz desta cidade. Este grupo está
colaborando com a Associação Baixagrandense de
assistencial aos velhos. A.B.A.V. e muitos
outros benefícios prestados à comunidade aqui
não citados. Estes jovens caminham juntos,
visando o bem comum, e são responsável pela
vida financeira do mesmo, contribuindo com uma
caixa anual, para que após a organização
interna paratam para trabalhos mais amplos, como
a construção de uma Sede Própria.
CRIANÇAS ABANDONADAS
Em todo Brasil nas cidades grandes
principalmente, encontros crianças abandonadas.
Elas vivem sozinhas pelas ruas, fazendo daí o
seu lar. Durante o dia estas crianças pedem
esmolas, comem lixo, roubam, brigam, batem
carteiras; à noite dormem nas calçadas, dentro
de carros, nas estradas, nas casas sem tetos,
sem agasalho. O número exato de crianças
abandonadas no Brasil, não sabemos, mas é
fácil avaliar o total considerando quem em São
Paulo vivem 1.500, e no Rio de janeiro cerca de
800.000. Na Bahia este problema aumenta dia a
dia, Pensamos em quantas crianças que vivem com
seus pais, uns não são orientados por eles.
Faltam-lhes tudo; educação, higiene, cuidados,
responsabilidades, a quem obedecer. São
crianças órfãs de pais vivos. É preciso
despertar as famílias para este problema. São
os responsáveis pelos nossos filhos e pelos
filhos de todos.
ASSOCIAÇÃO BAIXAGRANDENSE DE ASSITÊNCIA
AOS VELHOS
A.B.A.V.
A.B.A.V. é uma sigla não mais
desconhecida entre nós. Signfica: Associação
Baixagrandense de Assistência ao Velhos. Foi
fundada a 9 de fevereiro de 1972 ao começar a
campanha da fraternidade, naquele ano. A
Associação nasceu com a finalidade de amparar
e ajudar os velhos desvalidos. A A.B.A.V. é
constituída por uma Diretoria assim formada:
Presidente: Sr. Amado Ferreira
V. Presidente. Florivaldo Lima
1º Secretário João Oliveira
2º “”””””””” D
Maria E. Pamponet
Tesoureiro D. Deliza A. da Silva
Diretor-Patrimônio D. Adalgisa M. Borges
Coordenador Pe. Pedro Luiz
A A.B.A.V. é atualmente uma entidade
publicamente conhecida. Já foi publicada no
Diário Oficial. Os sócios se comprometeram em
colaborar com uma livre contribuição mensal.
Nestes anos a A.B.A.V. caminhou com pequenos
recursos e ajudou velhinhos e doentes,
fornecendo alimento, roupas, sapatos, remédios,
doutores, colchões e construindo 4 casinhas, as
dificuldades para mate-la são muitas, mas
confiamos nos seus sócios e o povo em geral.
Que procurem manter esta Associação,
auxiliando no que for necessário.
Reforma da
Igreja
- A nossa Igreja passou por uma reforma no ano
de 1912 a mandato do Cel.
João Ribeiro Pamponet, residente na sua fazenda
Grande Vista neste município. O 1º Altar-mor
da Igreja de Baixa Grande, era em madeira,
pintado de azul claro, contendo 14 degraus e lá
em cima era plano, onde havia um nicho com porta
de vidro, e dentro dele, a imagem de Nossa
Senhora da Conceição. Na parte baixa estava a
mesa do altar onde celebrava as missas.
No ano de 1937 o Pe.
Galdino desmanchou este altar e fez na
parede 3 cavidades semelhantes a redomas, sem
portas de vidros, sendo a do centro para colocar
a Padroeira Nossa Senhora da Conceição e as
outras duas ao lado desta, uma para São José e
outra para Coração de Jesus. Mais tarde, com a
chegada de outro Padre e a lembranças de
algumas pessoas de Baixa Grande, sobre tudos das
senhoras, resolveram retirar estas redomas e
construir um Altar – Mor em memória que
agradou a todos e é atual. D. Celita Miranda
estava sempre à frente para conseguir esta
realização. Com a vinda dos padres Amadeus
Vacondio e Pe. Fortunato Monelli a igreja neste
mês de setembro foi submetida a uma reforma
total que durou 4 meses para executar. Para tão
nobre iniciativa os baixagrandenses não mediram
sacrifício para ajuda-lo. Do mais rico ao mais
humildes todos deram as suas parcelas de
contribuição. Fizeram diversas listas que
foram enviadas aos filhos de Baixa Grande,
residente em outras cidades e Estados, quase
todos enviaram seus donativos. Diversas vezes
fizeram leilões de GARROTE, de Suínos e
Caprinos. Os bingos eram feitos constantemente
dando bons resultados. O trabalho da
restauração da Igreja foi iniciado na parte
interna, retirando todo o piso, colocando
ladrilhos. Modificando os degraus do altar-mor,
retirou as velhas pilastras da nave da igreja
que eram de madeira já danificadas –
substituindo por outras de cimento. Abriu portas
e janelas nas antigas paredes laterais do
altar-mor. Colocou janelas bem altas em vitrais
de cores, nas paredes laterais externas.
Remodelou o coro e o forro, retirou o
batistério para outro lugar. Pintou toda igreja
interna e externamente. Fez nova muralha do
jardim e do lado da igreja, colocou a entrada de
um lado, defronte a uma porta que dá entrada
para a igreja. Consertou a instalação
elétrica colocando mais lâmpadas. O mestre de
obra foi o Sr. Adriano Araújo de Melo. A
muralha do jardim foi feito pelo italiano
Domingos Rossi. A pintura interna e externa de
cor creme foi feita em 1975.
Dinamismo e a honestidade terão a
admiração e a solenidade de um reconhecimento
de uma gratidão. Que se faça jus, aos
Sacerdotes – Amadeu Vacondio, Pedro Luis
Ghizelli e Fortunato Manelli, que exemplificam e
dignificam com seu bom exemplo os seus
paroquianos, não só no cumprimento do dever
sacerdotal, mas ainda no amor ao trabalho, a
simplicidade em executa-lo conduzindo com seus
braços o carrinho de mão, cheio de material
para coloca-lo ao pé da obra. Nas suas mãos
uma colher de pedreiro, retirando os velhos
rebocos. PARABENS dignos Sacerdotes. Seja o seu
exemplo uma alerta para muitos outros.
Maternidade,
Partos, Médicos
-
Seu
médico é o Dr. Josemar Barbosa da Rocha –
Médico assistente Dr. Eraldo Alves Miranda –Dentista
Dr. Carlos Apoema Cerqueira – uma enfermeira
– possui arquivo do Estado. Um consultório
medico – um consultório dentário – uma
sala de emergência – uma ambulância – 2
sanitários – uma copa – uma dispensa e uma
cosinha.
Aos jovens
baixagrandenses
-
A
vida caminha e a estrada a percorrer até
alcançar o teu término é longa e difícil.
Estão vocês no limiar da vida, o sorriso, as
alegrias os rodeiam neste período sublime da
vida, que é a mocidade. A vida caminha e, mais
além, esperam vocês a realização dos ideais.
Como chegar até lá? assim é o pensamento de
muitos, olhando a distância dos grande centros
onde a instrução é facilitada e pensando na
pouca condição financeira dos pais. alguns
jovens: Para que eu estudar? não vou sair
daqui, meus pais são pobres, trabalham
na enxada, sou o meu preto para que estudar
muito? Querer sair daqui para me formar,
arranjar um bom emprego, não, não vou pensar
assim, ficarei aqui mesmo. Estes pensamentos
negativos é que afastam e amedronta o ser
humano de enfrentar as dificuldades da vida.
Não pensem assim, jovens. A força do
pensamento, a idéia fixa em um ideal, levando o
homem à prosperidade. O amor ao trabalho, a
confiança em si mesmo, à aceitação nas
difíceis situações, a vontade inabalável de
vencer, são força espirituais que conduzirão
qualquer jovem à prosperidade, a uma vida
feliz. Vocês jovens, irão formar uma sociedade
moderna, a caminho do desenvolvimento. Sejam
médicos, engenheiros, farmacêuticos,
professores e levem conhecimento nos espaços
vazios deste nosso – BRASIL! Avante jovens,
não parem no caminho da vida; vão mais além,
recebam mais instruções, cultivem a
fraternidade, sigam a estrada palmada do bem da
moral. Confiem em DEUS e um dia seus ideais
surgirão cobertos de glória, para a felicidade
de vocês, para a alegria dos seus familiares e
glória desta terra Natal. Sejam felizes jovens
Baixagrandenses, é o meu desejo.
Issa.
Um caminho
percorrido
-
O casal LEONEL SOARES DE
SOUZA e ANÁLIA MIRANDA SOUSA, caminhando pela
vida a fora, viu chegar em 28 de dezembro de
1977 a almejada data dos 50 anos de união
conjugal – FELIZ BODAS DE OURO – festejada
com missa solene, as 11 horas na igreja matriz
de Baixa Grande, concelebrada pelos
Reverendíssimos Sacerdotes Padre Luis Ghinelle,
Fortunato, e Bernardo. Aos familiares e grande
parte da Comunidade baixagrandense foi oferecido
um lauto almoço, e à noite uma sortida mesa de
doces e frios.
A Leonel e Anália
uma braçada de felicidades, parabéns e mais
outros 50 anos de vida, paz e amor.
Issa.
Rememorando
-
BAIXA
GRANDE – muitos dos teus filhos estão
espalhados por este Brasil imenso! Um dia, por
certo visitar-te-ão revivendo a saudade da
infância e da juventude. Eles irão perguntar:
BAIXA GRANDE – O que foi feito daquela
Gameleira, no meio da praça, circulada por uma
banca de madeira, que servia de sombra e
descanso aos feirantes, que aos sábados vinham
fazer feira? – aos domingos grupos de rapazes
e moças, eles sempre de roupa branca, bem
gomada, engravatados, chapéu de palhinha, iam
rua acima abaixo e sentavam-se naquela bancada
para um bate-papo! O que foi feito daquele lindo
jardim circulando a igreja, todo murado,
embelezando de diversos tipos de rosa, cravos
dos mais lindos, dálias, jasmins, angélicas,
enfim uma variedades de folhas de todos os
matizes, a espalhar no espaço o seu perfume?
Era a admiração dos visitantes, que logo
perguntavam; quem zela deste jardim?
Recordo-me ainda, daquele tipo de mulher
religiosa, mãe e esposa exemplar que todas as
manhãs e às tardinhas, saia de sua
residência, lá na rua da Praça e, com passos
lentos, dirigia-se ao jardim por ela plantado ao
redor da igreja e carinhosamente cultivava
planta por planta. De seu zelo floresceu aquele
belo jardim que acima descrevi.
Com a sua morte morreram também as flores do
seu plantio, do seu cultivo, da sua estima. Esta
senhora bem conhecida e estimada pelos
baixagrandenses, era a D. Teodolina (D. Zinha
chamada por todos) esposa de Sr. Moreno.
A você boa dona Zinha, que em vida ornamentou
Baixa Grande de muitas mil flores, recebeu de
DEUS os ramalhetes da felicidade eterna.
Aquele
outro jardim na praça em frente a Igreja, junto
ao coreto, com diversas plantas, palmeiras,
flores, boa noites, rosa graxa e muitas outras
espécieis, feito na gestão do Sr. Bianor
Pamponet, que a sua cunhada Aurinha Ribeiro o
cuidava?
Aquelas criaturas religiosas que ao badalar dos
sinos anunciando a hora do Âgelus, elas vinham,
para a igreja, lá visitavam o Santíssimo e
rezavam o terço?
Aquela casa branca, lá no alto, do lado do
poente, isolada, circundada de altas e largas
janelas envidraçadas, tendo ao fundo grande
coqueiral, residência do farmacêutico Sr.
Avelar?
Aquele outro casarão, todo avarandado com um
curral ao lado, residência do velho Pe.
Martins?
Do lado do nascente, bem no cume do grande
morro, propriedade do Cel. João Job de Souza,
aquela casa tipo cupiá de 6 quartos, toda
avarandada, tendo ao lado, um pouco mais
distante, um cruzeiro que até hoje ainda
existem.
Nas ruas da cidade, lá na avenida dois de
julho, aquela linda residência de 2 pavimentos,
isolados, rodeada de janelas de vidro, sua
pintura interna e externa a óleo de um rosa
vivo. Na entrada que era do lado, uma saleta,
piso de ladrilho, com duas portas, uma para o
salão de aula, onde funcionava a escola
primária, dirigida pelo Professora Isabel
Miranda de Amorim – a outra porta dava a sala
de jantar, uma escada que dava acesso ao 2º
pavimento, onde no seu topo, via-se um enorme
espelho . esta escada se bi-furcava, dando uma
para a direita, indo para o salão de
recepção, outra, a esquerda chegava-se a sala
da capela contendo ai um altar de 3 richos.
Nesta capela, celebrou-se a missa da formatura
do farmacêutico José Miranda de Amorim
(Zequinha) filho do proprietário deste prédio
o Sr. Manuel Domingos de Amorim e sua esposa
Profa. Isabel Miranda de Amorim (Belinha) tendo
eles mais uma jovem filha Alice. Nesta capela
realizou-se o casamento do Dr. Medrado com Hilda
Saback. No grande salão dos bailes e
recepções, foram acolhidos e recepcionados o
Governador Dr. José Joaquim Seabra e sua
comitiva; o Governador Góes Calmon e sua
comitiva, e depois o Dr. Altamirando Requião. A
iluminação interna e externa era a centilene.
Dois grandes lustres embelezavam as salas. As
salas de visitas e a capela eram forradas com
papel de parede em lindos desenhos. A sala de
jantar e os corredores, pintados a óleo, em
lindas paisagens, vendo-se ainda a igreja do Sr.
Do Bomfim, a estação férrea de Salvador e o
trem. Ao lado deste prédio, um grande jardim e,
mais abaixo uns pés de pitanga, onde a
criançada no término das aulas, Ian roubar as
vermelhinhas frutas, e, de repente, uma velha
cozinheira gritava lá de dentro: Que é isto
meninos, vou contar a D. Professora Belinha.
Aquele grande sobrado de esquina lá na praça
do comércio que na parte de baixo estava a
sortida loja do seu dono o Sr. Anério Marinho
Fernandes – As casas grandes residências do
Sr. José Presídio, Dr. César Ribeiro Soares,
Sr. Rosalvo Miranda, Sr. João Job de Sousa, Sr.
Isalino, Sr. Bianor, os dois grandes sobrados
dos senhores José Sabino e Victor Carneiro.
O grande armazém da
esquina na rua JJ Seabra atrás da Igreja,
propriedade do Sr. Anélio Fernandes, todo
assoalhados com um sótão, lugar privilegiados
para os bailes e dramas. O prédio ea
Filarmônicas 5 de Março, seus dobrados, suas
marchas, suas valsas etc... bem executados, sob
a regência do maestro Esmeraldo?!
Do lado do poente, no cimo do monte, uma
capelinha com um altar sua padroeira Nossa
Senhora das Candeias e, a frente desta capela um
luzeiro. A primeira capela, oferta do Sr.
Ignácio Miranda; com os anos construiu e mais
tarde, seu neto Agnaldo Miranda, com a ajuda de
outrem a reconstruiu, transformando-a na atual.
A capelinha de Isaias, no começo da rua, onde
ele foi sepultado.
Tudo isso, Baixa Grande, foram marcas de teu
ancer, dos teus dias passados, onde hoje, só
resta a lembranças para os teus filhos. A
marcha do progresso, sufoca o passado, dando-lhe
em tudo, o renascimento mais perfeito, em modelo
arquitetônico de embelezamentos, glorificando a
forla intelectual do homem, na carreira da vida.
Baixa Grande – o olhar de teus filhos
visitantes chegar´[a até o cemitério e
despertará nos seus corações a lembranças
dos entes queridos que ali descansam. Em vida o
amor os uniu nas alegria e no sofrimento – A
morte porém os separou – mas a lembranças
reunidas à saudade, vicejam nos seus corações
eternamente.
Issa
Homenagens
póstumas.
-
D.Alice
era filha de JOÃO Ribeiro Pamponet, nascida 5
de janeiro de 1885, viuva de Dr. Cesar Ribeiro
Soares, seu primonal, de cujo casamento não
tiveram filhos. A falecida senhora tevela uma
vida de fé, dedecação. Morreu tal como viveu;
cerda de carinho, da oração, recebendo nos
ultimos momentos o conformar espiritual de seus
amigos religiosas.
Acompanhou-ã
sepultura um buquet de cravos vermelhos sua flor
predileta, presente dos padres do monteiro de
jequitibá, que a visitaram momentos antes de
sua morte. Já agonizante, mas cheia de fé,
ainda pôde rezar na hora da ultima unição.
Morreu como sempre desejava, numa la. sexta
feira do mês, dia dedicado ao coração de
Jesus, cujo apostalado, na paróquia de Baixa
Grande foi ela a fundadora. Está sepultada no
cemitério de Baixa Grande.
Didimo
Ribeiro Soares – Muito cooperou para este
livro '' vida de Baixa Grande'' fornecendo dados
que fossem mais veridicos. Livro este, que
infelismente ele não chegou a ler. Faleceu no
dia 19 de fevereiro de 1978 em Baixa Grande e
sepultado no cemitério local. No grande pesar
do seu desapaparecimento uma SALDADE, uma
GRATIDÂO uma PRECE da prima amiga.
Judite
O
FUNDADOR desta terra, INTENDENTES e AUXILIARES
falecidos, uma HOMENAGEM PÓSTUMA de Baixa
Grande.
Issa.
Yssa/Yaia
|